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Minha Abordagem

A psicoterapia fenomenológico-existencial se baseia em dois pilares filosóficos fundamentais: a fenomenologia e o existencialismo, que fornecem os alicerces teóricos e práticos para sua aplicação.

A fenomenologia, desenvolvida por Edmund Husserl, é uma abordagem filosófica. Seu foco é na percepção direta e na consciência, enfatizando a necessidade de compreender os fenômenos em sua essência. Na prática terapêutica, isso significa explorar como o cliente percebe e vivencia suas situações, sem impor interpretações ou categorias externas.

A fenomenologia também se preocupa em suspender preconceitos e pressupostos, em um processo que busca acessar a experiência subjetiva de forma mais autêntica. Assim, o terapeuta adota uma postura de curiosidade genuína, ouvindo e observando com abertura, buscando compreender como a pessoa constrói significado a partir de sua vivência.

O existencialismo, com filósofos como Søren Kierkegaard, Friedrich Nietzsche, Jean-Paul Sartre e Martin Heidegger, concentra-se nas questões fundamentais da existência humana. Ele aborda temas como liberdade, responsabilidade, escolha, angústia, finitude e busca por sentido. No contexto terapêutico, essas ideias são utilizadas para ajudar o cliente a explorar seu lugar no mundo, reconhecendo sua liberdade de agir e seu papel na construção de sua própria existência.

A liberdade existencial, um dos conceitos centrais, refere-se à capacidade do indivíduo de tomar decisões e moldar sua vida, mesmo diante das limitações impostas pelas circunstâncias externas. No entanto, essa liberdade também traz a angústia, que surge da consciência de nossas responsabilidades e da incerteza do futuro. A terapia trabalha para ajudar a pessoa a enfrentar essa angústia de forma construtiva, integrando-a à sua experiência de vida.

A clínica existencial é, antes de tudo, um exercício ético de presença e cuidado. A terapeuta não é alguém que detém respostas, mas alguém que caminha junto, sustentando o espaço da escuta, do silêncio e da espera. Nessa perspectiva, a psicoterapia é também uma prática poética, na medida em que favorece a reconstrução simbólica do sofrimento e a possibilidade de reexistir com dignidade.

Assim, a psicoterapia fenomenológico-existencial não busca curar no sentido biomédico, mas cuidar da existência, permitindo que o sujeito se reconcilie com sua dor e descubra novos modos de habitar o mundo. Trata-se de um compromisso com o humano em sua inteireza — corpo, história, afetividade, escolhas e sentidos — em uma clínica que aposta na potência transformadora do encontro.

Referências

FEIJOO, Ana Maria Lopez Calvo de. A escuta e a fala em Psicoterapia. São Paulo: Editora Vetor, 2000.

FORGHIERI, Yolanda Cintrão. Psicologia fenomenológica: fundamentos, método e pesquisas. São Paulo: Pioneira, 1993.

HEIDEGGER, Martin. Ser e tempo. Tradução. Fausto Castilho. Petrópolis: Vozes, 2009.

SARTRE, Jean-Paul. O ser e o nada: ensaio de ontologia fenomenológica. Trad. de Paulo Perdigão. Petrópolis: Vozes, 2001.

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